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Greve geral: Sindicatos falam em "Forte adesão" e "impacto fortíssimo" |
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Esta quinta-feira é dia de greve geral e o impacto é visível em vários setores, da saúde à educação, passando pelos transportes e serviços públicos.
A CGTP e a UGT decidiram convocar o protesto em resposta ao anteprojeto de lei da reforma da legislação laboral, apresentado pelo Governo.
As alterações previstas na proposta visam desde despedimentos, à área da parentalidade, alargamento dos prazos dos contratos, entre outros.
A CGPT considera que a adesão à greve geral é histórica, quer no setor público, quer no setor privado, o que mostra o descontentamento com "o rumo e falta de respostas" do Governo.
Tiago Oliveira, junto ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa, lembrou que o país está em pleno emprego e em crescimento, mas o Governo de Luís Montenegro quer aplicar "a mesmo receita da troika".
Já o secretário-geral da UGT, Mário Mourão, disse que está "totalmente disponível" para voltar à mesa das negociações com o Governo já a partir desta sexta-feira, mas avisa que "a greve nunca pode estar excluída" e admite uma segunda paralisação geral.
A área da Saúde é das mais afectadas em todo o país.
A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) avançou que hospitais e centros de saúde estão a funcionar “apenas com serviços mínimos”. Joana Bordalo e Sá, presidente da FNAM, revelou que tal tem reflexo direto nos utentes, “com a não realização de consultas e de cirurgias programadas” para todo o díade hoje.
“O grande responsável é Luís Montenegro, cujo Governo que lidera tem sido intransigente nas negociações de um pacote laboral que coloca em risco o trabalho dos médicos e de todos os profissionais de Saúde dos setores público, privado e social”, avançou a dirigente da FNAM.
Esta é a primeira paralisação a juntar as duas centrais sindicais desde junho de 2013, altura em que Portugal estava sob intervenção da 'troika'.
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