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Sobem hoje as cortinas para o Curtas de Vila do Conde
2021-07-16
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O Festival Curtas de Vila do Conde dá hoje início à sua 29.ª edição, num formato misto entre o presencial e o online, com a abertura a cargo do filme Mandíbula, do francês Quentin Dupieux.

O Teatro Municipal de Vila do Conde recebe a abertura oficial do festival às 20:30, seguindo-se, às 22:00, uma oportunidade para ver em sala de cinema Mulholland Drive, de David Lynch, no âmbito do programa Cinema Revisitado.
Para além das sessões presenciais, o festival também promoverá um conjunto de iniciativas em formato online, alargando assim a sua área de ação, permitindo que o encontro entre o público e os cineastas possa também acontecer em ambiente virtual, de forma segura e próxima.
Até 25 de julho, esta edição do festival vai destacar o trabalho de quatro realizadores: a dupla iraniana Ali Asgari e Farnoosh Samadi, a grega Jacqueline Lentzou e o português Jorge Jácome.
Os trabalhos destes quatro realizadores estarão integrados nas secções não competitivas do festival e, de acordo com os responsáveis do certame, "abrem uma porta de entrada para o pensamento contemporâneo de uma nova geração de cineastas que, a par da relevância estética, levantam novas leituras para problemáticas políticas dos nossos dias".
Também o cinema "intenso, poético, vibrante" da realizadora irlandesa Lynne Ramsay estará em retrospetiva no Curtas.
Dela serão mostradas as primeiras 'curtas' de carreira, nomeadamente "Small Deaths" (1996), premiada em Cannes, e "Kill the day" (2000), distinguida em Clermont-Ferrand, e também as 'longas', como "O Romance de Morven Callar" (2002) e "Temos de falar sobre Kevin" (2011).
As competições internacional e experimental do Curtas de Vila do Conde contarão com 51 filmes de 24 países, entre documentário, ficção e animação.
A organização destaca a seleção de filmes de Ana Elena Tejera, Virpi Suutari, Georges Schwizgebel, Bárbara Wagner e Benjamin de Burca e Guy Maddin, e aponta outras estreias nacionais, nomeadamente "Quattro Strade", filme-diário de Alice Rohrwacher, sobre o primeiro confinamento geral em Itália, em 2020.
Em Vila do Conde será também mostrado "Night for Day", de Emily Wardill, a partir de entrevistas à médica Isabel do Carmo, "revolucionária da resistência contra o regime fascista em Portugal", e outros seis filmes portugueses, de Sandro Aguilar, Lúcia Prancha, Pedro Maia, Margarida Albino, Kate Saragaço-Gomes e Helena Gouveia Monteiro.
Na competição nacional, destaque para os trabalhos de Ana Moreira (Cassandra Bitter Tongue), Ico Costa (Timkat), Leonor Noivo (Madrugada), Eduardo Brito (Lethes) e Paulo Patrício (O teu nome é), que regressam ao certame, mas também de autores como Paolo Marinou-Blanco (Nada nas mãos) e Filipe Melo (O Lobo Solitário).
A competição nacional é completada com os filmes de Inês Melo (A Casa do Norte), Francisco Moura Relvas (Armazónia), António-Pedro (Carta Branca), Rosa Vale Cardoso (Se o que oiço é silêncio), Ana Mariz (Matilde olha para trás), Rodrigo Braz Teixeira (Miraflores), José Magro (Nha Sunhu), Bruno Lourenço (Oso), Mónica Martins Nunes (Sortes) e Mário Macedo (Terceiro Turno).
Em estreia nacional em Vila do Conde estará Diários de Otsoga, de Maureen Fazendeiro e Miguel Gomes, na véspera do fim do festival.
 
 
 
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