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Marcelo Rebelo de Sousa em choque com a morte do amigo Jorge Coelho
2021-04-08
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O Presidente da República manifestou choque pela notícia da morte do antigo ministro e ex-dirigente socialista Jorge Coelho e recordou o seu "espírito combativo", considerando que, sem nunca exercer a liderança, influenciou a vida do país.

"Eu não posso esconder o choque do conhecimento desta morte inesperada", declarou Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações em direto para a SIC-Notícias.

O chefe de Estado referiu que Jorge Coelho "esteve presente na vida pública portuguesa durante três décadas, em várias qualidades: como governante, como parlamentar, como conselheiro de Estado, como dirigente partidário, como analista político e depois, numa fase mais recente, como gestor empresarial".

O Presidente da República descreveu-o como uma pessoa com "um estilo muito próprio, feito de intuição, de compreensão rápida e antecipação às vezes daquilo que eram as correntes da opinião pública, de perspicácia analítica, de espírito combativo, às vezes polémico, mas também de grande afabilidade, e de abertura de todos os quadrantes e a todo o tipo de realidade que emergia na sociedade portuguesa".

"E teve uma influência muito grande em momentos importantes da vida nacional. Não tendo exercido a liderança partidária, a que sempre fugiu, no entanto, esteve tão próximo dos centros de poderes que de alguma maneira influenciou a vida do país", considerou.

Marcelo Rebelo de Sousa lembrou Jorge Coelho "como amigo" e também "enquanto Presidente da República pelo papel que teve na vida política e económica nacional".

Após prestar estas declarações, o Presidente da República fez divulgar uma nota no sítio oficial da Presidência da República na Internet em que lamenta "o dramático falecimento de Jorge Coelho" e refere que "deixou na memória dos portugueses o gesto singular de assumir, em plenitude, a responsabilidade pela tragédia de Entre-os-Rios".

"Desaparece uma das mais destacadas personalidades da vida pública portuguesa nas décadas de 80 e 90 e no início deste século", escreveu o chefe de Estado, recordando Jorge Coelho já "com saudade" e apresentando sinceras condolências à sua família.

Jorge Coelho, natural de Mangualde, no distrito de Viseu, morreu, aos 66 anos, disse à Lusa fonte do PS.

A partir de 1992, com António Guterres na liderança, Jorge Coelho foi secretário nacional para a organização, contribuindo para a vitória eleitoral dos socialistas nas legislativas de 1995.

Nos governos do PS chefiados por Guterres, foi ministro Adjunto, da Administração Interna, da Presidência e do Equipamento Social.

O ex-dirigente socialista e antigo ministro Jorge Coelho morreu na Figueira da Foz, de doença súbita, quando visitava uma casa na zona turística da cidade, disse à agência Lusa fonte dos bombeiros.

De acordo com Jody Rato, comandante dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz, Jorge Coelho, de 66 anos, sentiu-se mal durante a visita a uma habitação na rua da Liberdade, na zona turística do Bairro Novo.

?A senhora que estava com ele ligou para o 112 e quando a nossa equipa chegou ao local ele estava em paragem cardiorrespiratória. Foram feitas manobras de reanimação mas não foi possível reverter a situação?, tendo o óbito sido declarado no local, adiantou o comandante.
 
 
 
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