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Quarta | 25 | Novembro
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Vila do Conde: Orçamento da Câmara aprovado com forte investimento em obras
2020-10-30
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O Orçamento para 2021 do município de Vila do Conde foi aprovado em reunião do executivo, registando o valor mais alto de investimento em obras dos últimos oito anos.

No total dos 63 milhões de euros orçamentados pela autarquia vilacondense para o próximo ano, mais 5,5 milhões em comparação com 2020, a fatia de investimento em intervenções municipais ascende aos 20 milhões de euros.

O documento foi aprovado com os votos da maioria do movimento independente NAU, que desde 2017 lidera a Câmara Municipal, merecendo a abstenção dos vereadores do PS, a mais representada força de oposição do concelho, e o voto contra do elemento único do PSD.

Elisa Ferraz, presidente da autarquia vilacondense, confessou que sentido de voto da oposição "era aquele que esperava", mostrando-se "tranquila" para a votação do documento em Assembleia Municipal, onde o NAU não tem maioria.

"Temos um orçamento que nos dá muita tranquilidade. Talvez seja o melhor de sempre no apoio às associações e juntas de freguesia, no incrementar do investimento no concelho e a prosseguir a determinação e promessa de reduzir o IMI [Imposto Municipal sobre Imóveis] e diminuir a dívida do município", disse a presidente da Câmara de Vila do Conde.

Elisa Ferraz destacou, ainda, o aumento do fundo de emergência social, de 150 mil para 250 mil euros, para fazer face às contingências provocadas pela pandemia de covid-19, vincando que a "rubrica ficará em aberto, podendo ter um tratamento excecional em caso de necessidade".

Da parte do PS, a opção de voto pela abstenção é explicada, pelo vereador porta-voz António Caetano, como "uma posição de coerência".

"Reconhecendo que a génese do Plano Plurianual de Investimentos é o que delineámos no mandato anterior, mantivemos o sentido de voto. Mas registámos atrasos significativos na execução física e financeira do PEDU (Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano), e também não nos impressionámos com alguns incrementos apresentados nos apoios para o movimento associativo e para as Juntas de Freguesia", disse António Caetano.

O socialista garantiu que o sentido de voto dos vereadores "foi concertado com o líder da bancada do PS na Assembleia Municipal", embora não garantindo que a posição será igual quando o documento for a votação nesse órgão.

Certo será o voto contra do PSD, em consonância com a posição do vereador social-democrata Constantino Silva, que lamentou que o executivo do NAU não tenha acolhido no documento as sugestões do partido.

"As nossas opções políticas seriam outras. Achámos que era preciso desonerar a carga fiscal sobre as famílias e empresas, algo que não acontece. Além disso, continuamos a ter um concelho a duas velocidades, em que os vilacondenses do interior não têm as mesmas infraestruturas dos que habitam no litoral", concluiu Constantino Silva.
 
 
 
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